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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013


Viajando na Gestão


É fato que a gestão anterior de Jundiaí é responsável pela construção da rodoviária, transformando aquilo num verdadeiro elefante branco. É fato também que, a atual gestão que pouco entende de gestão pública, come erros grotescos na condução e administração desta rodoviária.
Gostaria de comentar alguns pontos que saltam aos olhos e que é desconhecida por parte da população.

- A construção deste elefante teve um custo, pasmem, de algo em torno de 6 milhões de reais, valores que ainda está sendo julgado pelo Tribunal de Contas do Estado.

- Segundo informações de comerciantes, o local não possui o Habite-se, documento obrigatório que comprova que um empreendimento ou imóvel foi construído seguindo as exigências legais.

- Devido a falta deste documento, é fato que também não existe a vistoria do corpo de bombeiros. segue link da orientação da necessidade desta vistoria. http://www.ccb.polmil.sp.gov.br/seguranca_incendio/regularizar.htm

- Em não tendo Habita-se e nem vistoria do corpo de bombeiros, seu funcionamento não poderia te sido liberado, conforme determina a lei.

- O local não possui um brigadista de incêndio ou socorrista, o que é extremamente importante em local de grande circulação. 

- O local não tem um desfibrilador, aparelho que pode ajudar em situações de fibrilação cardíaca, como já ocorreu e a pessoa foi a óbito. Justificando assim um socorrista.

- O local deveria ter um representante do Juizado de Menores, uma vez que pessoas com crianças circulam livremente sem que documentos sejam exigidos, e em situação de conflito, a policia é acionada sem necessidade.

- Porque existe uma sala para a Guarda Municipal no local se não é utilizada?

- Em caso de roubo ocorrido dentro da rodoviária, quem procurar uma vez que não encontramos seu administrador a maioria das vezes que procuramos?

- Porque os hidrantes de incêndio não funcionam, e segundo informações quando foram testados não saiu água?

- Como sem a documentação necessária, a única lanchonete do local conseguiu o Alvará de Funcionamento?

- Como é possível uma empresa, acusada de formação de cartel no terminal do Tietê (segundo o TCE), foi a escolhida para administrar o local? É fato que o contrato deve ser antigo, mas deveria ser analisado após as investigações do TCE.

Está aí, um relação de situações e questionamento de quem utiliza todos os dias úteis deste grande elefante branco.

Se esperam cuidar das pessoas, acho melhor começar logo.......

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012



Jundiaí em nova roupagem



2013 está a poucos dias e a população aguarda ansiosa por sua nova gestão depois de vários anos administrados pela gestão do PSDB.  O prefeito eleito Pedro Bigardi do PCdoB tem pela frente grande desafios, com problemas velhos e novos que devem ser mitigados ou solucionados através de políticas públicas adotadas e incluídas em seu programa de governo.

O programa está dividido em 5 eixos estruturantes:
·      Cuidar das pessoas
·      Crescer com qualidade de vida
·      Desenvolver com inclusão social
·      Gestão eficiente e transparente
·      Integração Social

Não vamos aqui comentar todo programa uma vez que todo eleitor deveria ter guardado o programa de cada candidato para poder solicitar e exigir seu cumprimento (o meu está muito bem guardado). Muitos consideram este plano audacioso, outros os julgam igual ao do candidato perdedor, mas o mais importante é que todos os temas apontados e relatados no programa de governo agora tem 90 dias para ser apresentado conforme determina a lei de responsabilidade eleitoral de autoria do vereador Marcelo Gastaldo aprovada pela Câmara de Jundiaí.
Uma grande expectativa foi colocada para esta gestão e com os secretários escolhidos ficaram mais evidentes que as cobranças serão grandes, mesmo por parte de seu eleitorado, principalmente porque apostaram em uma mudança no encaminhamento desta cidade.
As escolhas de alguns secretários foram festejadas, outras nem tanto, mas política é assim mesmo, se os secretários fossem escolhidos antes da eleição, com certeza os números que os elegeram seriam menores.
Esta será a nova cara de Jundiaí, com grandes desafios e que possui uma sociedade maravilhosa que merece, com toda certeza, uma grande e boa gestão.

Feliz Ano Novo Jundiaí!!!!

terça-feira, 3 de maio de 2011

A FATURA VIRÁ EM 2012

Em 05 de abril já havia comentado (carta aos Vereadores de Jundiaí) sobre alguns fatos em que a Câmara de Jundiaí se posicionava sobre algumas decisões sem critério algum e estava deixando a população em segundo ou terceiro plano. Alertei que os vereadores não estavam percebendo que existe um crescimento da participação popular nas questões da Câmara e que eles, vereadores, estavam perdendo uma grande chance de mudar o pensamento de grande parte da população que acredita que todo político é igual, que legisla para causas próprias, que são corruptos, sem caráter, etc.
Pois bem, vocês mais uma vez decepcionaram a população nas duas últimas seções, na seção 102 votaram projeto em urgência para aumento dos seus subsídios, do prefeito, vice e secretários, bem como o aumento de cadeiras. Duvidaram ou questionaram a inteligência da população, duvidaram das redes sociais, riram da mobilização da sociedade, pois bem, vocês erraram feio. Tiverem que recorrer ao “padrinho” do executivo, o prefeito Miguel Haddad, solicitando veto aos projetos que anteriormente vocês aprovaram. O Remendo ficou pior, porque perdemos a chance de saber qual seria a posição do prefeito a respeito deste assunto. Ficamos sem saber qual seria o posicionamento do executivo em relação a dois projetos que aumentariam os gastos públicos, tanto defendidos pelos mesmos vereadores em outros projetos.

Ai veio a seção 103, realizada no dia de hoje, onde tudo que vocês duvidaram ou menosprezaram, estava presente, a sociedade jundiaiense, com estudantes de diversos colégios e universidades, sindicados, populares, etc. Aqueles que vocês colocaram em segundo plano e terceiro plano. Foi de encher os olhos os protestos e depois observar a fisionomia dos senhores, foi algo inimaginável e gratificante, vocês não sabem como isto faz bem para com quem é deixado de lado, ignorado e menosprezado. Vocês agora podem ter certeza, nós entendemos muito bem o que vocês estavam tentando aprovar, não aceitamos respostas como a de um vereador “lá em Brasília teve aumento e ninguém disse nada”, então eu respondo “não estamos em Brasília, estamos em Jundiaí, lá logo irá ter a mesma atitude da sociedade, o tempo irá provar”.

Nesta seção 103 ficou claro que vocês estão perdidos, utilizaram uma seção (102) em vão e tiveram que realizar outra para tentar se redimir, porém será mero engano pensar que a população irá esquecer, aguardem e vocês verão a fatura no ano de 2012.

A democracia sempre vence, representada por seu maior órgão: A SOCIEDADE MOBILIZADA.



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Fomos traídos novamente.

A casa do povo de Jundíaí se tornou a casa da VERGONHA. No Estado democrático o povo é a referência, e a legislatura em causa própria ou com vista a isto é falta de ética, é jogar o povo em terceiro plano. Primeiro são os desejos do executivo, depois os interesses de legislar em causa própria e depois o que sobrar vai para o povo, quase sempre nada. Gostaria de ver um projeto decente de um vereador que votou em favor do aumento de seus subsídios. Mostrem 1, dúvido que verão projetos da Vereadora Ana Tonelli, do Doca, dos Pastores , do Sr. Mingo, do Sr Silvinho, do senhor Zé Dias, do Sr. Gastaldo e por aí vai. Mostrem um projeto decente, um que atendesse toda a população e não para seus interesses voltado a próxima eleição onde serão derrotados, pois não iremos esquecer, iremos lembrar a população todos os dias, em todos momentos vocês serão lembrados.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Civis indefesos



Faz alguns dias que temos visto várias mortes de inocentes devido a fortes chuvas que estão caindo sobre a região Sudeste. Se não estou enganado, no ano passado o grande número de mortes foram na região Sul do país. Estas pessoas não estão morrendo apenas pelos eventos naturais, elas estão morrendo porque o Estado permite que a população ocupe áreas de riscos, cabeceiras e margens de rios e lagos, morros, encostas, etc, mas um fato ficou evidente no desastre de Teresópolis no Rio de Janeiro, a ineficiência da Secretaria Nacional de Defesa Civil Brasileira.
A atuação da defesa civil tem o objetivo de reduzir desastre e compreende ações de prevenção, de preparação para emergências e desastres, de resposta aos desastres e de reconstrução, e se dá de forma multissetorial e nos três níveis de governo – federal, estadual e municipal - com ampla participação da comunidade.
De uma forma geral, os desastres naturais que prevalecem no Brasil são os seguintes:
  • Região Norte - incêndios florestais e inundações;
  • Região Nordeste - secas e inundações;
  • Região Centro-Oeste - incêndios florestais;
  • Região Sudeste – deslizamento e inundações;
  • Região Sul – inundações, vendavais e granizo.
Se observarmos a lista acima, verificamos que inundações estão em 80% das regiões do país, portanto teríamos que ter equipes preparadíssimas para atender este tipo de eventos. Quem pensar assim está totalmente errado. As equipes que atuam nas maiorias dos estados brasileiros são completamente despreparadas, desqualificadas e sem treinamento algum para eventos do tamanho que eles se apresentaram nestes últimos dias.
Conversando com amigos chilenos treinados especificamente para eventos como terremotos e que vieram auxiliar o pessoal a encontrar sobreviventes, pessoas isoladas e mortos, eles nos informaram que a tragédia ocorrida em Teresópolis teve as mesmas características que um terremoto de magnitude 7 a 8  na escala Richter e que para isto, deveriam ter pessoas especializados para esta tarefa.
Quem trabalhou junto a este órgão, seja ele em Jundiaí-SP, Franco da Rocha-SP ou em Teresópolis-RJ, pode perceber a deficiência em todas as ações deste órgão, o descontrole é geral, causando até atritos entre outros órgãos que lá estiveram para ajudar aos sobreviventes.
Existem exemplos de vários países que possuem um sistema quase eficaz para tratar deste tipo de situação, só para ter uma ideia, na Austrália houve uma grande enchente numa região do país e um grande incêndio em outra região. Lá também ocorreram mortes nas enchentes e incêndios, porém não passaram de 40 pessoas no total, números considerados baixo por eles devido ao grande número de cidades alagadas pelas enchentes (mais de 100 cidades). Esse país tem um sistema tecnológico fantástico e pessoal altamente especializado que alerta as autoridades e população em tempo hábil para se retirarem das regiões onde existem riscos.

O Governo Federal já está sinalizando que pode criar uma secretaria para tratar deste tipo de eventos e esperamos que junto com outros órgãos como o INPE, não deixem mais morrer CIVIS INDEFESOS.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Copa do Mundo não é nossa!

O Brasil parece que não aprendeu nada com experiências dos Jogos Pan Americanos realizado na cidade do Rio de Janeiro em 2007, que deveria servir de alerta para as outras cidades brasileiras que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014.
O tempo passa rápido, os governos são lentos, o dinheiro é "curto". Nestes megaeventos, sempre aparecem propostas mirabolantes e os políticos, sempre pensando nas próximas eleições, buscam realizar grandes obras que possam exibir nas suas campanhas. Foi exatamente isto que ocorreu no Rio de Janeiro. Foram construídos e reformados grandes centros esportivos, mas nem um metro de acesso viário foi implantado.
Arenas e estádios olímpicos eram imprescindíveis, mas, como geradores de renda, poderiam ter sido construídos pela iniciativa privada, ou pelo menos em parceria com ela. Sem planejamento, as obras não foram licitadas com a necessária antecedência para viabilizar a cronologia dos eventos e tiveram que ser construídas com recursos públicos, a toque de caixa. A prefeitura do Rio de Janeiro não tinha verba para execução dos projetos, dependia do governo estadual e federal. Neste jogo de empurra, conseguiu construir os centros esportivos, mas não investiu no sistema viário e muito menos em saneamento.
Quando visto na televisão, os Jogos Pan Americanos de 2007 foram um sucesso. Passada a festa, os centros esportivos estão subutilizados e a população da Barra da Tijuca, onde foram realizados os jogos, em sua maioria, continua a sofrer pela falta de transporte; os moradores dos bairros em torno das instalações sofrem com a falta de urbanização, de infraestrutura e as lagoas da região continuam poluídas.
Temos uma ótima oportunidade para conseguirmos várias conquistas na modernização deste país se soubermos planejar em tempo hábil, porém parece que não iremos ter muitas surpresas, pois já estamos atrasados. Não se houve falar em infraestrutura, um exemplo claro são os aeroportos, que estão em caos com a proximidade das férias do final de ano. Em uma auditoria realizada recentemente mostrou que nosso sistema viário, portuário e aéreo estão entre os piores da América do Sul, perdendo apenas para o Peru e a Bolívia, tendo o Chile como exemplo de avanços nestas áreas. É claro que é muito mais fácil administrar um Chile que um Brasil, porém acredito que ainda existe uma falta de iniciativa e principalmente vontade política.
Temos condições absoluta de produzir a melhor Copa do Mundo de todas, porém temos que agir o quanto antes porque senão iremos ser a pior de todos os tempos.

TRADUÇÃO
In memoriam: My friend Israel
"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."

Martin Luther King Jj.

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